May 22, 2019

Minha Experiência com um Câncer de Mama

Escrito por: Aída de Girón

Quantas temos passado por esta terrível enfermidade com o pensamento de, por que eu?...

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“Cancer de mama”, uma frase muito temida entre todas as mulheres. Quantas temos passado por esta terrível enfermidade com o pensamento de, por que eu? Nos vitimamos sem conhecer que as responsáveis por ela somos nós mesmas e nosso manejo das emoções. São 6 anos de tratamento, graças ao Ensinamento, os cursos de Corpo Fala e graças a La Jardinera compreendo porque aconteceu comigo.

Quantas reflexões tive que realizar, regressar a quando era criança, revisar o que vivi para encontrar os sentimentos guardados que me levaram a esta enfermidade. Rancor, raiva, não perdoar, todos esses sentimentos que estavam dentro de mim, pobre criança, seu pai a deixou, em meu subconsciente assim estava. O primeiro erro que podemos cometer, é não lutar e abandonar-nos. Tem que manter a fé sempre e olhar para frente.

Durante os anos seguintes às minhas cirurgias, me preocupei de inteirar-me de casos pontuais de mulheres com câncer de mama e percebi que tem sido a maioria consequência de mulheres que sofreram perdas de algum ser querido como um filho, filha, esposo e que não aceitaram a perda. Ou foram esposas com problemas com esposos machistas, ou matrimônios infelizes. Tudo encaixa nos padrões, o câncer de mama se pode prevenir.

Aqui minha história de início de um sucesso que mudou a vida e que me permitiu reconhecer-me e poder transformar.

fita rosa de câncer de mama

No ano de 2001, uma noite senti uma forte dor pulsante e aguda na mama direita que me tirou de minha rotina. No dia seguinte tinha uma fissura como um buraquinho. Não pensei mais, fui ao médico que imediatamente me deu a ordem para fazer a famosa mamografia, o exame mais incomodo e doloroso que já fiz. Meu esposo me acompanhou e aí ficamos esperando o resultado nesse mesmo dia. O radiologista saiu, repetiu o exame e enquanto isso eu já estava um pouco inquieta.

Finalmente me deram o resultado, meu médico estava me esperando com a notícia: câncer de mama, um tumor de aproximadamente 2 cm de tamanho, tem que operar o mais rápido possível, uma mastectomia radical. Isso queria dizer, tirar o tumor todo e o tecido mamário.

Não pensei nada, tinha que submeter-me à cirurgia que era uma esperança de vida. Nessa mesma semana me operaram. Naqueles dias antes da cirurgia, meus pensamentos foram direcionados para os cursos de Estimulação Neural que tínha feito com meu esposo.

garota em um balanço sobre um penhasco de montanha

Pensei e assim me expressei, se tivesse feito esses tratamentos talvez não teria acontecido isto, mas os “se tivessem” não existem e aí estava eu lamentando minha situação.

Supliquei ao Irmão Pedro de Bethancourt, à Virgem Santíssima, pedi com todo meu coração uma cura, uma oportunidade de vida. Ao operar-me, o tumor media 1cm, não dois, um dos tipos de câncer mais agressivos segundo me disseram, mas estava como encapsulado, nem o tecido mamário, nem os gânglios tinham sido afetados. Então o tratamento pós cirurgia foi um bloqueio completo de hormônios, nada de radiação nem quimioterapia, tinha 45 anos. Comecei então a praticar a Técnica aprendida (Estimulação Neural) para ajudar na minha recuperação, converteu-se em meu dia a dia. Realizar os exercícios para a mobilização do meu braço direito, que corria o risco de ficar imóvel se não fizesse os tratamentos por 6 anos com uns comprimidos.

Iniciamos com meu esposo a nos envolver na Associação Mãos Sem Fronteiras, voltamos a realizar os cursos e sentíamos uma necessidade de ajudar, tinha um voluntariado e nós iniciamos. Fazíamos tratamentos convidávamos as pessoas para os cursos, nos tornamos Formadores, nossas filhas também fizeram os cursos, eu continuava a aplicar-me a técnica e a notar resultados espetaculares, tanto que tive um ataque de cálculos renais, os quais aplicando-me um só tratamento quando estava com uma dor imensa, quase a ponto que tivesse que operar-me novamente, com 5 min. 5 min!! Que meu esposo realizou o tratamento no centro da dor, a dor depois de meia hora mais ou menos parou totalmente e na manhã seguinte eliminei três pedrinhas.

Graças Jardinera que colocou em nossas mãos este conhecimento, que me tem ajudado tanto fisicamente, como emocionalmente, que me permitiu ver a mim mesma e aceitar-me como sou, um ser humano com muitos defeitos, com qualidades também, que me permitiu poder ajudar outras pessoas de forma que saiam do material.

mão adulta recebendo a mão de uma garotinha

Aprendi muito e no ocaso da minha vida, não posso mais que agradecer ao Universo a oportunidade que me deu, de mostrar-me minha missão e colocar-me em meu caminho correto para realizá-la, em não ficar como vítima ou considerar-me sobrevivente !, pobrezinha, teve câncer. Não! Nunca me considerei sobrevivente, me considero uma pessoa que teve a oportunidade de encerrar ciclos, de aprender a viver a vida de uma maneira diferente. A ser livre, deixando livre os seres que mais amo na vida, meu esposo e minhas filhas. Entender que não são “meus” que cada um tem sua alma livre e em busca de sua própria felicidade. Que esse câncer eu o provoquei eu mesma e que se eu não iniciasse um trabalho de reflexão comigo mesma regressaria. Hoje posso dizer que foi difícil a luta, mas fui ganhando terreno, ninguém disse que era fácil, o caminho ainda é longo.

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